Comissão aprovou convocação de ministro para falar sobre classificação norte-americana de facções brasileiras como terroristas
O requerimento, apresentado pelo deputado Evair de Melo (Republicanos-ES) na 3ª feira (7.jul), justifica a convocação como uma forma de prestar esclarecimentos sobre a resposta enviada ao Congresso pelo ministro depois de um pedido de informações. Por se tratar de convocação, o ministro será obrigado a comparecer à comissão. A data, porém, ainda não foi definida.
No texto, Vieira alertou para a possibilidade de uma ação militar norte-americana no Brasil como consequência da decisão do governo de Donald Trump (Republicano) de classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. O Itamaraty não justifica como chegou à conclusão.
Melo critica no documento a resposta enviada pelo Itamaraty. Argumenta que a declaração de Vieira teria se limitado a considerações genéricas sobre a posição institucional do governo, sem esclarecer aspectos essenciais para “o exercício do controle parlamentar”.
“Causa preocupação que a resposta oficial do governo concentre grande parte de sua argumentação na defesa abstrata da soberania nacional”, afirma Melo no requerimento.
No documento encaminhado à Câmara, o Itamaraty afirma que manifestou sua posição às autoridades norte-americanas, porém não informa quando essas comunicações ocorreram, quais autoridades participaram das tratativas, quais canais diplomáticos foram utilizados, qual foi o conteúdo das manifestações brasileiras nem quais providências concretas decorreram dessas interlocuções.
Os Estados Unidos rejeitaram a avaliação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre o risco de intervenção militar norte-americana em território nacional. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA classificou a conclusão como “absurda”.
Na 3ª feira (7.jul), a Comissão de Relações Exteriores do Senado também aprovou um convite para ouvir Mauro Vieira. A iniciativa partiu de requerimento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Ao contrário da convocação, o convite pode ser rejeitado pelo ministro.


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